domingo, 28 de outubro de 2007

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Se for para esquentar, que seja o sol;
Se for para enganar, que seja o estômago; Se for para chorar, que seja de alegria; Se for para mentir, que seja a idade; Se for para roubar,que se roube um beijo; Se for para perder,que seja o medo; Se for para cair,que seja na gandaia; Se existir guerra, que seja de travesseiros; Se existir fome,que seja de amor; Se for para ser feliz, que seja o tempo todo!!


Mário Quintana.


Há Tempos

Parece cocaína mas é só tristeza, Talvez venha a ser
tarde.
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão
E o descompasso e o desperdício herdeiros são
Agora da virtude que perdemos.

Há tempos tive um sonho, não me lembro
não me lembro...

Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso.

Os sonhos vêm e os sonhos vão
O resto é imperfeito.

Disseste que se tua voz tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira.

E há tempos nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
Há tempos são os jovens que adoecem
Há tempos o encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
E só o acaso estende os braços
A quem procura abrigo e proteção.

Meu amor, disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem
Ela disse: "Lá em casa tem um poço
mas a água é muito limpa."

Renato Russo - Há Tempos

Estranho...

Estranho...
Como as pessoas mudam.
Pra melhor, ou pra pior.
E o mais difícil, é quando você acha que conhecia a pessoa o bastante, a ponto de achar que ela nunca te magoaria, te entenderia, estaria sempre perto quando precisasse.
E, de um dia pro outro, como num passe de mágica, a pessoa se transforma, ou, mostra o que realmente era. E vocês viram dois estranhos.
Com o tempo você aprende que não deve confiar a fundo em qualquer um que diga ou pareça ser bom... não deve jamais se apegar a pessoa, sem conhecê-la realmente, criando expectativas. E não deve jamais precisar dela. Todos mudam, é a vida.
Só não imaginava que poderia me decepcionar tanto com você.
De qualquer forma, foi só mais um despejo de pensamentos.

sábado, 27 de outubro de 2007

Lindo




























Simplesmente Lindo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sentir Primeiro

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois
Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois
Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois
Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois


Mário Quintana.

Mundo Americano

















rsrsrsrsrs

Pouco Caso.

Não sei como, não sei porque.
Difícil controlar, esse meu pouco caso.
De tudo, das coisas mais ridículas, até as mais sérias.
Falar o que não devia, rir do que não devia.
Quebrar regras, tirar sarro, debochar.
A alegria de falar besteiras.
Descontrair, essa às vezes, séria, tediosa, vida.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Enquanto muitas vezes dizem coisas horríveis, não gostam de ouvir palavrão.
Enquanto pensam besteira, zombam dos que falam.
Enquanto fazem coisas que ninguém poderia imaginar, julgam o que os outros fazem de errado.

Borboletas

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o alguém da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mário Quintana.




~*











Na poesia, na natureza e na fotografia

cada criador deixa o melhor de si,

e cada olhar capta o melhor para si.


Ricardo Vinícius Batista


DEFICIÊNCIAS

Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.

Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

Diabético é quem não consegue ser doce.

Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.

Miseráveis são todos que não conseguem enxergar a grandeza de Deus.


Mário Quintana.



sábado, 20 de outubro de 2007

Vida?

Saudades. Sinto o tempo passando e não sei o que fazer.
Saudades de tudo, de amigos, dos amores, da infância.
Pois é, o tempo passa, e a mulecada cresceu. Foi aquela infância, aquela adolescência, que ainda continua mas, com mais deveres e responsabilidades.

Prestar vestibular, fazer cursinho, arhhh. Palavras que não saem da minha cabeça.
Ainda sinto a ansiedade e a indecisão, do futuro, de tudo que virá pela frente.
Seguir meus sonhos, preoculpação em fazer tudo dar certo, ou pelo menos, tentar o máximo.
Tudo o que eu queria era voltar, e parar no tempo, naquela época maravilhosa, de pessoas maravilhosas, onde não existiam preoculpações, nem deveres, onde tudo era festa e brincadeiras.

A Folha

A natureza são duas.

Uma,

tal qual se sabe a si mesma.

Outra, a que vemos. Mas vemos?

Ou é a ilusão das coisas?

Quem sou eu para sentir

o leque de uma palmeira?

Quem sou, para ser senhor

de uma fechada, sagrada

arca de vidas autônomas?

A pretensão de ser homem

e não coisa ou caracol

esfacela-me em frente à folha

que cai, depois de viver

intensa, caladamente,

e por ordem do Prefeito

vai sumir na varredura

mas continua em outra folha

alheia a meu privilégio

de ser mais forte que as folhas.


A Folha, Carlos Drummond de Andrade.




segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Andei Pensando...

É incrível a velocidade e a intensidade com que as coisas acontecem...
principalmente nesses 7 meses. Incrível também saber o quanto uma mudança pode afetar a vida de tantas pessoas.
Sinto ainda saudades daquele tempo, em que não haviam preocupações, era tudo festa e brincadeiras. Saudades das brigas, risadas, brincadeiras, das manhãs e de algumas tardes que passávamos juntos..
Era tudo tão bom, tão legau.. especialmente nos dias que driblávamos a diretoria da escola e os inspetores prá conseguir bolar aula rsrs. Tantas histórias...
Quanta coisa mudou. Mais já me acostumei. Agora estou em outra escola, conheci gente nova, novas histórias, novos temperamentos.
Sei que ainda tenho muito pela frente, novos momentos virão, com as novas histórias (que já estão sendo escritas).

...Expressando aqui, a saudade daquela época maravilhosa, de pessoas maravilhosas. =)


CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA

Uma cascata fluindo branca, como uma cortina rendada; um céu repleto de estrelas, o cheiro da terra molhada após a primeira chuva, gotas que brilham em pétalas. A natureza é um espetáculo para se contemplar em silêncio respeitoso, com o coração em prece. Deus se mostra, majestoso, nas Suas obras monumentais. A arte, o belo, o refinamento, a exatidão. Tudo é visível na natureza. Por isso, um dos maiores filósofos da Terra, grafou palavras que resumem de forma completa o que representa a natureza para o homem habituado a pensar em Deus. É de Immanuel Kant esta bela frase: "Duas coisas enchem minha alma de admiração e respeito: o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim". E diante desse espetáculo de formas, cores e perfumes, o que fazemos nós, os seres humanos? Poluímos, matamos, utilizamos sem cuidado. Somente a poucos anos a Humanidade passou a observar que o nosso Mundo está maltratado. A palavra Ecologia então entrou na moda, ganhou o Mundo, tornou-se sinônimo de consciência ética. Mas muitos de nós ainda estão distantes do sentimento de reverência que a obra divina deveria merecer de todos. Florestas devastadas, rios transformados em canais pútridos, animais torturados e vendidos como mercadoria barata. Isso nos mostra o quanto ainda estamos distanciados do ideal de amor e respeito que a obra de Deus merece. A casa planetária - saqueada, poluída, agredida - geme sob o domínio humano. E os resultados começam a surgir, preocupantes: aquecimento global, doenças, morte de espécies. Eis que o produto de nosso descaso se volta contra nós. Furacões, tsunamis, tufões. Quando ocorrem as grandes tragédias, decorrentes de fenômenos naturais, o homem é a primeira vítima. E mesmo assim, resiste em continuar cego para os sinais de que algo está profundamente errado na forma como nos relacionamos com a natureza. Como reverter esse quadro? Como restaurar o equilíbrio? A resposta está na palavra educação. Essa arte de educar os caracteres é a chave para que as futuras gerações tenham uma visão mais larga sobre o papel do ser humano, como agente causador da destruição do planeta em que vivemos. Aos homens do futuro - que hoje são crianças e adolescentes - nos cabe oferecer uma consciência mais apurada e uma noção mais plena sobre preservação do meio ambiente. Mas... como fazer isso? Educando-os desde hoje. Uma educação que vai além da escola formal. A educação do Espírito, que consiste em implantar novos conceitos ético-morais no indivíduo. A educação do Espírito é completa. Não apenas o informa sobre as regras de gramática e as normas da geometria. Fala ao homem sobre seu papel no Mundo. Educa-o para a convivência fraternal com todos os seres - humanos, animais e vegetais. E prepara-o para cuidar do lugar que vive. No dia-a-dia, essa educação se mostra no combate aos desperdícios de toda espécie, na economia dos recursos naturais, no respeito integral a toda forma de vida. Um exemplo dessa consciência superior pode ser encontrado em Francisco de Assis, que amava a obra divina a tal ponto que chamava de irmãos ao sol, à lua, ao vento, à água e às estrelas. Quem de nós poderia traduzir melhor o amor do que abraçando a natureza com palavras de amor?

Texto da Redação do Momento Espírita.